FUMICULTURA

CAMPO EM DEBATE APRESENTA A DEFESA DO SETOR DO TABACO PARA A COP-10

Por: Ascom | Publicado: 06/09/2023 às 14h40
CAMPO EM DEBATE APRESENTA A DEFESA DO SETOR DO TABACO PARA A COP-10

Com o tema O tabaco é agro: a expectativa para a COP 10, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), participou do programa Campo em Debate, na Casa RBS TV, na programação da 46ª Expointer, em Esteio (RS).

O evento foi transmitido ao vivo pelo canal GZH, no Youtube e contou com a mediação da jornalista Gisele Loeblein.

Ela abriu o debate trazendo os números da produção de tabaco no Rio Grande do Sul, sendo seguida pela participação do presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marcilio Drescher.

“Chegamos a quase 600 mil pessoas que vivem, diretamente da cultura. Em média, a renda do tabaco corresponde a 51%, e é complementada com diversificação. A média da propriedade é de 10,5 hectares. Nessa pequena extensão de terras, os produtores rurais sustentam suas famílias e utilizam, em média, apenas 3,29 hectares para o tabaco. Pouca área com tabaco proporciona uma excelente renda aliada à diversificação. Na última safra, a renda bruta do produtor chegou a R$ 88 mil per capita por família, em média, e ainda tem a renda da diversificação”, ressaltou.

A diversificação é um dos temas que tem sido tratados pelos países que assinaram a Convenção-Quadro para Controle do Tabaco (CQCT), da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Mas como debater diversificação do produtor sem envolver os principais interessados? A falta de transparência e de inclusão do setor produtivo nos debates foi um dos pontos centrais do debate em torno da participação do Brasil, no mês de novembro, da 10ª Conferência das Partes (COP 10) da CQCT. Iro Schünke, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) falou sobre as preocupações do setor em torno do evento.

Para o executivo, a ausência de representantes do setor produtivo nas discussões é um símbolo emblemático.

“É lamentável que nem mesmo a representação dos produtores possa participar. A falta de transparência e a completa falta de diálogo entre as partes tornam os eventos unilaterais e, portanto, totalmente ditatoriais”, comenta Schünke.

O presidente do SindiTabaco também ressaltou que os países tem autonomia para adotar as recomendações advindas da COP. “O Brasil, no entanto, tem se mostrado, ao longo desses últimos anos, protagonista na adoção dessas medidas, o que é um paradoxo considerando que somos o maior exportador mundial de tabaco há 30 anos e o segundo maior produtor, atrás somente da China”, destacou o executivo.

Ernani Polo, secretário de Desenvolvimento Econômico e representante do governo do Estado, deixou sua fala.

“O tabaco seguramente contribuiu muito para o desenvolvimento dos municípios produtores, bem como para a balança comercial do nosso Estado devido aos volumes exportados todos os anos. É preciso que os deputados e as representações marquem sua posição e o governo gaúcho estará junto com eles fazendo essa defesa, sendo solidários com os produtores que desenvolvem uma produção de qualidade, com tecnologia, sustentabilidade e diversificação. Sabemos que há um trabalho feito pelas indústrias e pelo setor para diversificar, mas ainda assim a produção de tabaco é o que segura os produtores no campo”, enfatizou Polo.

Foto: Divulgação Cristal Web Rádio 
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