Prepare o bolso: a conta de luz vai ficar mais cara em junho. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (31) o acionamento da bandeira tarifária vermelha patamar 1, com cobrança adicional de R\$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos.
A mudança ocorre após cinco meses de vigência da bandeira verde, que não acarretava custos extras. Em maio, a Aneel já havia sinalizado um cenário menos favorável com a volta da bandeira amarela. Agora, com a piora nas condições hídricas, o custo da energia sobe ainda mais.
Chuvas abaixo da média e queda nos reservatórios pressionam sistema
O principal motivo para a nova bandeira, segundo a Aneel, é a redução das afluências nos reservatórios das hidrelétricas, que estão abaixo da média histórica em todo o país. Essa queda impacta diretamente a capacidade de geração de energia pelas usinas, forçando o acionamento de fontes mais caras, como as termoelétricas.
Lucas Paiva, engenheiro elétrico e sócio-fundador da Lead Energy, explica que o cenário atual é reflexo de um outono e início de inverno com chuvas escassas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, que concentram aproximadamente 70% da capacidade de armazenamento hídrico do Brasil. Segundo ele, os níveis dos reservatórios, que estavam em 69% em abril, devem cair para 55% até outubro, conforme dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
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Impacto no bolso do consumidor
A bandeira tarifária vermelha representa um alerta para os consumidores: o momento é de uso consciente da energia. Além da escassez hídrica, o aumento no Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), que calcula o valor da energia gerada em determinado período, também contribui para o encarecimento da tarifa.
Com a nova cobrança, famílias e empresas devem sentir o impacto direto nas faturas. A recomendação é redobrar a atenção com o desperdício e buscar alternativas para reduzir o consumo nos próximos meses.
Foto:Divulgação Cristal Web Rádio
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