Com o local definido para a construção da nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), Camaquã avança em um dos projetos mais estratégicos da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). A estrutura será instalada na BR-116, na região da Várzea, e marca um passo fundamental rumo à universalização do saneamento básico, meta nacional que prevê, até 2033, 99% da população com acesso à água potável e 90% à coleta e tratamento de esgoto.
As obras da nova ETE estão previstas para iniciar no segundo semestre de 2026, com investimento estimado em R$ 23 milhões. O valor contempla a construção da primeira etapa da estação e a implantação da rede coletora da Bacia 1, que terá 22,7 quilômetros de extensão e beneficiará cerca de 2.429 moradores dos bairros Cohab e Olaria.
Obra será executada em duas etapas para acelerar operação
O supervisor de engenharia da Corsan na Região Sul, Jader Boemeke, explica que o projeto foi planejado em duas fases para garantir eficiência e rapidez na implantação.
“Nesta etapa de construção da ETE, será implementada uma estrutura com capacidade inicial de tratamento de 50 litros por segundo, o que permitirá colocar o sistema em operação em até 18 meses. Na segunda etapa, será construída uma estrutura idêntica, totalizando 100 litros por segundo de capacidade”, detalha Boemeke.
O projeto também prevê a instalação de uma estação de bombeamento de esgoto com capacidade para 150 litros por segundo, responsável por direcionar os efluentes à ETE.
Boemeke destaca que o cronograma segue dentro do previsto:
“A entrega do projeto executivo está prevista para entre novembro e dezembro deste ano. Em seguida, será aberta a licitação para contratação das empresas executoras, processo programado para o primeiro trimestre de 2026.”
Tecnologia e sustentabilidade no tratamento de esgoto
A nova ETE contará com lagoas aeradas e lagoas de decantação, tecnologia reconhecida por seu baixo impacto ambiental e alta eficiência biológica. Nas lagoas aeradas, o esgoto recebe oxigênio para estimular micro-organismos responsáveis pela decomposição da matéria orgânica. Já nas lagoas de decantação, ocorre a separação dos sólidos, resultando em um efluente tratado dentro dos padrões ambientais exigidos.
Investimento de R$ 195 milhões até 2033
De acordo com o diretor Institucional da Corsan na Região Sul, André Borges, o projeto é mais do que uma exigência contratual:
“As obras representam um compromisso com as pessoas e com o meio ambiente. A universalização do saneamento significa mais saúde pública, valorização imobiliária e geração de empregos diretos e indiretos para Camaquã”, destaca Borges.
O investimento total previsto até 2033 chega a R$ 195 milhões, incluindo novas estruturas de bombeamento e ampliação da rede, o que permitirá a universalização do esgotamento sanitário no município.
Trabalho junto à comunidade
Durante a execução das obras, a Corsan atuará em parceria com a comunidade local. Equipes de Responsabilidade Social farão visitas porta a porta para informar sobre o andamento das obras, esclarecer dúvidas, comunicar possíveis interdições e orientar sobre medidas preventivas durante a execução dos serviços.
Esse acompanhamento busca reduzir impactos no dia a dia dos moradores, atender demandas específicas e fortalecer o diálogo entre empresa e população.
Meta de universalização do saneamento básico
O projeto em Camaquã faz parte da estratégia da Corsan para atingir as metas do Marco Legal do Saneamento Básico, que estabelece a universalização do acesso até 2033.
Para cumprir esse objetivo nos 317 municípios atendidos, a companhia prevê investir R$ 1,5 bilhão por ano, garantindo avanços significativos na qualidade de vida, saúde pública e preservação ambiental em todo o Rio Grande do Sul.
Foto: Arquivo Corsan | Divulgação Cristal Web Rádio
Receba as principais notícias do dia no seu WhatsApp clicando aqui