Uma operação conjunta deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da Divisão de Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato (DICRAB) e das Delegacias Especializadas na Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato (DECRABs) de Camaquã e Santo Antônio da Patrulha, em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e a Delegacia do Consumidor (Decon/Deic), resultou na apreensão de mais de 3 mil garrafas de vinho falsificado em Porto Alegre.
A ação, que teve como foco o combate à falsificação de bebidas com origem em zonas rurais, causou prejuízo superior a R$ 100 mil às organizações criminosas envolvidas.

Fraude sofisticada com aparência de “vinho colonial”
As investigações tiveram início após a Seapi identificar bebidas vendidas em garrafas e garrafões com rótulos genéricos e a inscrição “vinho colonial”, mas sem qualquer identificação de fabricante ou procedência.
As análises laboratoriais confirmaram a fraude: o conteúdo das garrafas não apresentava características de vinho verdadeiro, sendo composto por misturas de água, corantes, álcool de cana e outros aditivos não permitidos.
De acordo com a Polícia Civil, a DECRAB Camaquã desempenhou papel estratégico ao rastrear a origem rural da produção, evidenciando que o crime tinha vínculos diretos com atividades ilícitas no meio agrícola, como o envase irregular e a distribuição de bebidas adulteradas.
Ação em bairros da capital e apreensão massiva
Durante a operação, as equipes da Seapi, Decon e DICRAB/DECRABs realizaram fiscalizações em dez estabelecimentos comerciais localizados nos bairros Sarandi, Rubem Berta, Restinga, Lomba do Pinheiro e Agronomia, em Porto Alegre.
O resultado foi expressivo: 3.336 garrafas e garrafões de produtos falsificados foram apreendidos e encaminhados para análise. Os responsáveis foram autuados administrativamente pela Seapi, e as investigações criminais seguem em andamento.
Crimes e penalidades
Os envolvidos poderão responder por falsificação de produto alimentício, venda de produto irregular e outros delitos correlatos. Somadas, as penas podem ultrapassar 10 anos de reclusão.
Segundo a Polícia Civil, a ação demonstra o comprometimento das forças de segurança em proteger o consumidor e reprimir crimes que afetam tanto a saúde pública quanto a economia rural.
Polícia Civil do Rio Grande do Sul — Para servir e proteger.
Foto:Divulgação Cristal Web Rádio
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