O Inter suou até o último minuto para arrancar um empate por 1 a 1 com o Vasco, na noite deste domingo (27), no Beira-Rio. A igualdade, conquistada a duras penas, interrompeu uma sequência de três vitórias consecutivas no Campeonato Brasileiro e deixou a equipe colorada na 10ª colocação, com 21 pontos. Mas o verdadeiro impacto pode ser sentido na quarta-feira, quando o time enfrenta o Fluminense, novamente em casa, no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.
O preço do esforço físico e emocional feito para evitar a derrota pode comprometer o rendimento diante do Tricolor carioca. A intensidade do duelo com o Vasco deixou marcas.
“O prejuízo que podemos ter é levar o desgaste para o jogo contra o Fluminense. Há um custo físico e emocional”, reconheceu o técnico Roger Machado após o apito final.
A primeira meia hora de jogo escancarou os problemas defensivos do Inter. O Vasco finalizou dez vezes nesse período e abriu o placar como se jogasse em casa, tamanha a facilidade para criar jogadas ofensivas. “Sabíamos que o Vasco ia propor esse jogo. Começamos dormindo, depois melhoramos”, admitiu o volante Thiago Maia, na saída de campo.
Mesmo com o início apático, o Inter conseguiu reagir no segundo tempo e chegou ao empate nos minutos finais, o que aliviou parte da pressão nas arquibancadas. Para Roger Machado, o poder de reação demonstrado pode ser um trunfo psicológico para o confronto eliminatório contra o time comandado por Renato Portaluppi.
“O que fica de positivo é a entrega e o volume de jogo que tivemos na reta final. Criamos para virar a partida, e isso pode aumentar a confiança para o jogo de quarta-feira”, avaliou o treinador.
Agora, a grande dúvida que paira no Beira-Rio é: o Inter terá fôlego suficiente para encarar o Fluminense em um duelo que promete ser decisivo para a temporada? O empate com o Vasco pode ter saído mais caro do que parece.
Foto:Divulgação Cristal Web Rádio
Receba as principais notícias do dia no seu WhatsApp clicando aqui