Um grupo de parlamentares gaúchos esteve reunido com entidades ligadas ao setor econômico para debater o provável reajuste de 9% para o Piso Regional, a ser protocolado pelo Poder Executivo. Na ocasião, representantes das organizações expuseram aos representantes do legislativo os impactos que um possível reajuste no Piso Regional poderia causar na economia do Rio Grande do Sul.
Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomércio-RS, manifestou preocupação com o expressivo índice, divulgado pelo Executivo. A entidade defende a extinção do Piso Regional, por entender que a motivação de sua criação, lá no início dos anos 2000, não mais existe. O salário mínimo nacional teve ganhos substanciais nessas últimas décadas, superando em muito os indicadores de inflação, sendo desnecessária a manutenção do Piso Regional.
“A imposição de um piso significativamente acima do mínimo nacional nos torna menos competitivos frente aos demais estados que não o possuem, prejudicando a atração de empresas, a geração de empregos e de renda." disse Luiz Carlos Bohn.
Os representantes da Fiergs, Farsul e Federasul também defendem a extinção do piso regiOnal por entenderem que não houve um aumento na produtividade gaúcha que justifique a permanência do piso diferenciado do salário nacional.
Desde sua criação em 2002, o Piso Regional cresceu muito acima da inflação e do Salário Mínimo Nacional, mostrando que não há perdas inflacionárias a serem repostas. De janeiro de 2001 e maio de 2023, o Piso Regional cresceu 856%, enquanto o Salário Mínimo Nacional apresentou crescimento de 774%, o IGP-M 478%, o INPC 312% e o IPCA, 296%.
Foto: Moglia Comunição Empresarial | Divulgação Cristal Web Rádio
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