Os dados do estudo mostra como o uso das redes sociais e da internet pode afetar de maneira diferente a saúde mental dos jovens, dependendo do modo como interagem com essas plataformas.
Enquanto Milena Dias, estudante de jornalismo, opta por se afastar do ambiente virtual, argumentando que ele é um mundo de estereótipos e exposição excessiva, Maria Eduarda Nestali, estudante de nutrição, vê valor nas redes, mas é seletiva quanto ao conteúdo que consome.
A pesquisa conduzida pela professora Irena Penha Duprat na Universidade de São Paulo (USP) sobre o impacto da internet na saúde mental de universitários, com foco na ideação suicida, reforça os riscos associados ao uso excessivo das redes.
A investigação revelou que mais da metade dos estudantes analisados apresentava algum nível de dependência da internet, e uma parcela significativa demonstrou ideação suicida, principalmente aqueles que sofriam de ansiedade ou depressão.
Essa pesquisa levanta uma reflexão sobre a influência das redes sociais, especialmente nas mulheres, que podem se sentir pressionadas por ideais inatingíveis de beleza e felicidade promovidos por influencers. O impacto desse tipo de exposição pode aumentar sentimentos de inferioridade e baixa autoestima, intensificando problemas mentais como a ideação suicida.
O equilíbrio entre o uso saudável da internet e o reconhecimento de suas consequências negativas é crucial para garantir o bem-estar emocional dos jovens.
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Foto:Divulgação Cristal Web Rádio
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