NOTÍCIA

Feminicídio em Canguçu gera comoção e notas de repúdio do Legislativo e do Executivo

Por: Cristal Web Rádio | Publicado: 15/01/2026 às 13h43 | Atualizado: 15/01/2026 às 13h46
Feminicídio em Canguçu gera comoção e notas de repúdio do Legislativo e do Executivo Notas de repúdio foram publicadas nos canais oficiais de órgãos públicos

Segue repercutindo em Canguçu o feminicídio consumado registrado na última terça-feira (13), que vitimou Letícia Foster Rodrigues, de 37 anos. O crime provocou forte comoção no município e motivou manifestações oficiais da Câmara de Vereadores de Canguçu e da Prefeitura Municipal de Canguçu, que emitiram notas públicas de repúdio.

Em nota, a Procuradoria da Mulher do Legislativo afirmou que “reafirma o seu compromisso com a defesa dos direitos das mulheres, com o enfrentamento de todas as formas de violência e com o fortalecimento da rede de proteção no município”. Já a Administração Municipal destacou que “a violência de gênero é inaceitável e exige atenção permanente, responsabilidade institucional e o fortalecimento das políticas públicas de prevenção, acolhimento e proteção”.

Sob grande comoção, o sepultamento de Letícia ocorreu na tarde de quarta-feira (12), no cemitério municipal de Canguçu, reunindo familiares e amigos.

O caso
Conforme informações divulgadas pelo portal Evaldo Gomes Notícias, Letícia saiu de casa na manhã de segunda-feira (12) acompanhada do ex-companheiro, apontado como autor do crime, e não foi mais vista. O corpo foi localizado na tarde de terça-feira (13), em uma área rural da localidade de Alto do Vime, no interior do município.

Segundo familiares, a vítima possuía medidas protetivas de urgência em vigor. A perícia constatou que Letícia foi degolada. O principal suspeito, William Bizarro Porto, de 36 anos, foi preso em Bagé, onde também foram apreendidas drogas.

Em relato emocionado, a irmã da vítima, Betina Foster, descreveu Letícia como “alegre, sorridente e de bem com a vida”, e afirmou que o suspeito exercia controle e violência constantes. “Ele batia nela, agredia, fez ela parar de trabalhar, não deixava ela sequer ter celular”, detalhou.

Letícia deixou dois filhos. O caso segue sob investigação das autoridades policiais, enquanto a comunidade cobra justiça e reforço nas políticas de proteção às mulheres.

Foto:Divulgação Cristal Web Rádio 
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