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Fogos proibidos, barulho permitido? O desrespeito que insiste em ecoar

Por: Agência GMN | Publicado: 31/12/2025 às 09h53
Fogos proibidos, barulho permitido? O desrespeito que insiste em ecoar Animais domésticos e silvestres também são gravemente afetados pelo barulho dos fogos

Mesmo proibidos por lei, os fogos de artifício com estampido continuam sendo utilizados em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, especialmente em datas festivas. A prática afronta diretamente a Lei Estadual nº 15.366/2019, que veda a fabricação, comercialização e o uso de artefatos pirotécnicos que produzam efeitos sonoros ruidosos, justamente pelos danos que causam à saúde e ao bem-estar coletivo.

Nesta época do ano, o problema se repete: o barulho excessivo atormenta idosos, assusta crianças, agrava o sofrimento de pessoas doentes e impacta de forma severa indivíduos com Transtorno do Espectro Autista. Para os animais, domésticos ou silvestres, o cenário é ainda mais cruel. O som intenso provoca pânico, dor auditiva, fugas, atropelamentos e até mortes. Soma-se a isso o registro frequente de acidentes, muitos deles envolvendo queimaduras graves e lesões irreversíveis.

Diante do barulho intenso, pessoas no espectro autista podem entrar no que é chamado de crise sensorial, em que o estímulo gera alterações de comportamento que vão desde ansiedade e vontade de fugir daquele meio, até agressividade contra si ou demais pessoas que estão ao redor.

A adoção de fogos sem estampido, espetáculos de luzes e apresentações com drones são alternativas para preservar o simbolismo das celebrações, sem impor um custo sensorial a parte da população.

Foto:Divulgação Cristal Web Rádio 
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