Mesmo proibidos por lei, os fogos de artifício com estampido continuam sendo utilizados em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, especialmente em datas festivas. A prática afronta diretamente a Lei Estadual nº 15.366/2019, que veda a fabricação, comercialização e o uso de artefatos pirotécnicos que produzam efeitos sonoros ruidosos, justamente pelos danos que causam à saúde e ao bem-estar coletivo.
Nesta época do ano, o problema se repete: o barulho excessivo atormenta idosos, assusta crianças, agrava o sofrimento de pessoas doentes e impacta de forma severa indivíduos com Transtorno do Espectro Autista. Para os animais, domésticos ou silvestres, o cenário é ainda mais cruel. O som intenso provoca pânico, dor auditiva, fugas, atropelamentos e até mortes. Soma-se a isso o registro frequente de acidentes, muitos deles envolvendo queimaduras graves e lesões irreversíveis.
Diante do barulho intenso, pessoas no espectro autista podem entrar no que é chamado de crise sensorial, em que o estímulo gera alterações de comportamento que vão desde ansiedade e vontade de fugir daquele meio, até agressividade contra si ou demais pessoas que estão ao redor.
A adoção de fogos sem estampido, espetáculos de luzes e apresentações com drones são alternativas para preservar o simbolismo das celebrações, sem impor um custo sensorial a parte da população.
Foto:Divulgação Cristal Web Rádio
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