O governo do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), anunciou nesta sexta-feira (16) a suspensão por tempo indeterminado da visitação ao Parque Zoológico de Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A medida foi tomada após a confirmação da presença do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) em aves que morreram recentemente no local.
A informação foi divulgada durante coletiva de imprensa pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que confirmou que as mortes de cisnes e patos no zoológico foram causadas pela doença. O espaço já estava com o acesso ao público suspenso de forma preventiva desde a última quarta-feira (14), enquanto eram realizadas análises laboratoriais das amostras coletadas.
Apesar da interdição ao público, os trabalhos internos de cuidado e atendimento aos animais seguem normalmente, conforme informou a Sema.
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A gripe aviária é uma doença viral altamente contagiosa, que atinge principalmente aves silvestres e domésticas, mas que também pode ser transmitida a seres humanos. Entre os sintomas nas aves estão: dificuldade para respirar, secreções nasais e oculares, espirros, falta de coordenação motora, torcicolo, diarreia e alta taxa de mortalidade.
As autoridades reforçam que qualquer suspeita de influenza aviária deve ser imediatamente notificada à Secretaria da Agricultura, por meio da Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.
A medida visa garantir a segurança da fauna e da população, além de evitar a propagação do vírus em outras regiões do estado.
Entenda a situação
Dois focos de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1), conhecida como gripe aviária, foram confirmados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa): um em uma granja avícola de reprodução, em Montenegro, e outro em aves silvestres no Zoológico de Sapucaia do Sul. Ambos os casos foram isolados com os protocolos adequados ao plano nacional de contingência para evitar a disseminação da doença. Segundo técnicos da Seapi, por se tratar de uma granja voltada à reprodução, não há risco no consumo de carne ou ovos.
Foto: Luis Wagner/Zoologico | Divulgação Cristal Web Rádio