Um homem foi condenado a 35 anos de prisão em regime fechado por estupro de vulnerável cometido contra uma criança em São Lourenço do Sul. A decisão foi proferida em 9 de novembro, após denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS).
De acordo com a investigação, os abusos começaram em 2011, quando a vítima tinha apenas cinco anos, e se estenderam por cerca de nove anos. O réu, tio-avô por afinidade, aproveitava-se da relação familiar e da convivência constante para cometer os crimes. As agressões ocorriam em diversos locais: na casa da vítima, na residência do acusado e até dentro de um veículo. Em algumas situações, a criança estava acompanhada do irmão, que possui autismo grave.
A sentença reconheceu o caráter continuado dos abusos, o uso da autoridade familiar e o ambiente doméstico como fatores que agravaram o crime. Além da pena de prisão, a Justiça determinou o pagamento de uma indenização mínima de dez salários mínimos à vítima.
Hoje adolescente, a jovem apresenta sérios sintomas de sofrimento psíquico, incluindo crises de ansiedade, retraimento social e tentativas de suicídio, reflexos diretos dos traumas sofridos ao longo dos anos de violência.
A atuação do caso foi conduzida pela promotora de Justiça Cristiana Müller Chatkin, titular da Promotoria de São Lourenço do Sul, que destacou a importância da decisão judicial:
“Essa condenação reafirma o compromisso do Ministério Público com a proteção da infância e com a responsabilização de crimes sexuais praticados no ambiente familiar. O reconhecimento judicial da palavra da vítima, aliado às demais provas, é um passo essencial para a promoção da justiça e para a reparação dos danos causados.”
Como identificar sinais de abuso infantil e proteger crianças e adolescentes
Casos como esse reforçam a necessidade de atenção redobrada por parte de familiares, professores e responsáveis. Mudanças bruscas de comportamento, isolamento, medo repentino de determinadas pessoas, distúrbios do sono, queda no rendimento escolar ou rejeição ao contato físico podem ser sinais de abuso.
Adolescentes também devem ser orientados a não compartilhar informações pessoais com desconhecidos, evitar encontros sem supervisão e denunciar qualquer situação de constrangimento ou ameaça.
Em caso de suspeita, procure o Conselho Tutelar, a Polícia Civil ou ligue para o Disque 100, canal nacional de denúncias anônimas.
Foto:Divulgação Cristal Web Rádio
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