Com a fumicultura fora das prioridades dos governos federal e estadual, produtores e lideranças rurais reconhecem que o futuro da atividade dependerá cada vez mais da organização local.
“Enquanto culturas como soja, milho, arroz, leite e fruticultura recebem investimentos em pesquisa, o fumo praticamente não é contemplado”, destacou o vereador Wagner Tomaszewiski (PSB) durante o uso da tribuna na Câmara de Vereadores de Cristal. Segundo ele, a assistência técnica oficial tende a incentivar alternativas ao cultivo do tabaco.
A pressão por políticas de diversificação agrícola, assistência técnica e abertura de novos mercados, na avaliação do parlamentar, precisa partir dos próprios municípios. “Proponho que o prefeito e todos os vereadores aprovem um projeto de lei declarando a fumicultura como de relevante interesse econômico e social”, sugeriu.
O vereador alerta que a redução gradual da demanda global pelo tabaco poderá comprometer a economia de dezenas de cidades que têm na cultura do fumo sua principal fonte de renda e emprego.
O Brasil é signatário da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), da Organização Mundial da Saúde (OMS), que prevê justamente a redução da produção e do consumo de tabaco. Por esse motivo, qualquer incentivo direto à fumicultura iria contra compromissos internacionais e metas do Ministério da Saúde.
Foto:Divulgação Cristal Web Rádio
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