O Brasil enfrenta um grande desafio em garantir o acesso universal à educação infantil, especialmente nas creches e pré-escolas, o que é de responsabilidade dos municípios.
As dificuldades na oferta de vagas, especialmente para crianças em situação de vulnerabilidade, são uma questão crítica. Como aponta Karina Fasson, gerente de Políticas Públicas da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, muitas famílias ficam em longas filas de espera e acabam sem conseguir garantir o direito de acesso à creche.
Entre 2019 e 2022, o Brasil não avançou na universalização da educação infantil, tendo até recuado ligeiramente na matrícula de crianças entre 4 e 5 anos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a frequência escolar nesse grupo etário caiu de 92,7% para 91,5%. Mesmo com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2022, que reforçou a obrigatoriedade da oferta de ensino nas creches, há mais de 2 milhões de crianças de 0 a 3 anos sem acesso a esse serviço.
Esse contexto exige que os novos gestores municipais, eleitos nas eleições de 2024, priorizem a criação e manutenção de vagas em creches e pré-escolas. É fundamental que os candidatos incluam essa questão em suas plataformas políticas, dada a importância da educação infantil no desenvolvimento das crianças e o impacto direto no futuro das comunidades.
Seu candidato tem planos para educação infantil de seu município?
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Foto:Divulgação Cristal Web Rádio
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