A primeira morte do ano por leptospirose relacionada às enchentes de maio foi resgistra pela Prefeitura de Pelotas nesta segunda-feira (17). A vítima, de 75 anos, morador do bairro Três Vendas, zona Norte da cidade, teve o óbito registrado na última quinta-feira (13) e a confirmação do resultado nesta segunda, após análise de amostra realizada pelo Laboratório Central do Estado (Lacen).
Atualmente, Pelotas conta com 31 notificações suspeitas da doença, quatro casos confirmados e nenhum paciente hospitalizado.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a confirmação do caso se deu pela exposição da vítima a áreas alagadiças e ao risco ambiental, representado, neste caso, pela presença de animais de produção que atuam como reservatórios da bactéria propícios à manutenção da leptospirose.
Veja também:A Vigilância em Saúde alerta para os riscos amplificados da doença em função das chuvas, visto que a bactéria, presente na urina de roedores, comumente espalha-se por águas sujas, como o caso das enchentes, além de poças de lama e esgoto.
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A doença, de alta incidência no contexto de enchente, também pode ser transmitida pela urina de animais infectados como cães, bovinos, equinos, suínos entre outros. A população deve ficar atenta para o surgimento de sintomas como febre, mialgias (dores musculares), dor na panturrilha, náuseas, vômitos, diarreia e sintomas mais característicos, como hemorragia conjuntival e fotofobia.
O Município orienta que na presença destes sintomas a população deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima a fim de dar início ao tratamento com antibiótico disponível no SUS e orientado após a realização de exame para confirmação do diagnóstico.
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Foto: Ascom Pelotas | Divulgação Cristal Web Rádio
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