A reportagem do Programa do Bartz dá continuidade à entrevista com a psicóloga Solange Oliveira, que compartilhou detalhes marcantes da convivência com Olmira Leal de Oliveira – a heroína Cabo Toco. Figura emblemática da história gaúcha, Cabo Toco lutou ao lado dos Chimangos durante a Revolução de 1923, conflito motivado pelo acirramento político e pelas denúncias de fraude na eleição para o governo do Estado em 1922, que teve como protagonistas Borges de Medeiros (Chimangos – eleito) e Assis Brasil (líder maragato – opositor).
Segundo a psicóloga, a presença de uma mulher nas fileiras revolucionárias foi reflexo direto de sua vida no campo. A família de Olmira trabalhava e morava em uma estância, participando de todas as atividades campeiras. Com a morte prematura do pai, o irmão mais velho assumiu a liderança da casa com rigidez. Nesse período, Olmira apaixonou-se por um peão da fazenda que, pouco tempo depois, se tornou combatente. Sem alternativas, decidiu acompanhá-lo.

Cabo Toco foi Patrona da primeira turma de Policias Militar Feminina no RS
Vestida de homem, começou a cuidar dos cavalos e, em pouco tempo, também dos feridos, movida por instinto materno. Temendo ser descoberta, revelou sua identidade ao comandante João Vargas, que a orientou a ingressar na Brigada disfarçada de homem, assegurando-lhe proteção.
Ao relembrar a convivência, Solange se emociona:
“Foi gratificante compartilhar sua história com nossos internautas. Cabo Toco me ensinou muito, como a importância de ter uma família grande para não se sentir só. Guardo na memória o aperto de sua mão e o momento em que, nos delírios de seus últimos dias, ela me chamou de mãe. Sejamos todas Cabo Toco na vida, para conquistar a paz e o amor.”
Foto:Divulgação Cristal Web Rádio
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