O avanço do florestamento com eucalipto no município de Cristal e suas consequências econômicas e sociais foi tema do pronunciamento do vereador Itamar Medeiros (MDB) durante sessão do Legislativo.
Segundo o parlamentar, o cultivo em pequenas áreas já é incentivado pelo poder público, especialmente entre fumicultores, como alternativa para garantir madeira destinada ao beneficiamento do fumo em estufas e também à manutenção das construções rurais.
No entanto, Medeiros alertou para os riscos do plantio em grande escala. Ele citou o caso de uma tradicional propriedade rural produtora de arroz, soja e gado de corte, que firmou contrato de 20 anos com uma multinacional para a implantação de eucalipto. “O valor do aluguel pago pela empresa é superior ao que produtores de alimentos poderiam oferecer pelo arrendamento da terra”, destacou.
O vereador lamentou que a legislação federal não estabeleça limites de área para o cultivo florestal e nem permita que o município crie restrições próprias. “Não sou contra o eucalipto, mas defendo que áreas férteis, com boa topografia, abundância de água e localização estratégica sejam preservadas para a produção de alimentos”, frisou.
Outro ponto levantado foi o impacto social. Conforme Medeiros, trabalhadores da propriedade foram demitidos e a nova empresa deve trazer mão de obra de outras regiões. “Por 16 ou 18 anos não haverá geração de emprego local. Além disso, o município deixará de arrecadar impostos, já que as notas fiscais da colheita serão emitidas no município onde está a fábrica de processamento”, alertou o emedebista.
Foto:Divulgação Cristal Web Rádio
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